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16 Novembro 2018
Madeira: os encantos de Outono

O Outono chegou e, com esta nova estação, surge também a vontade de fazer uma nova viagem. Porque não à ilha da Madeira?

Devido às suas temperaturas amenas e tropicais, a Madeira é o destino perfeito para uma escapadinha de Outono, que chama pelos passeios agasalhados e pelas paisagens em tons de verde. As paisagens, cantos e recantos deste arquipélago vão de certeza deixar-te encantado. Fica a saber tudo o que podes aproveitar neste destino!

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Curral das Freiras

O Curral das Freiras é uma pequena vila situada num vale profundo, rodeada de montanhas. Aqui, podes desfrutar da bela paisagem que se vê das montanhas e, quando chegares à vila, podes almoçar num restaurante típico da Madeira, visitar a Igreja local e comprar peças de artesanato.

Machico

E porque, apesar de ser outono, as temperaturas da Madeira ainda convidam a um belo passeio a pé, porque não ir até à praia de Machico e observar o pôr-do-sol ao fim do dia? Em Machico podes ainda passear pela baía e, a seguir de veres o pôr-do-sol, desfrutar de um jantar num dos restaurantes perto da praia.

Casinhas de Santana

O Outono abre-nos as portas para sítios que nos fazem sentir confortáveis e aconchegados. Ao visitares as Casinhas de Santana vais sentir que viajar até à Madeira no Outono foi a tua melhor decisão. Localizadas a 35 km do Funchal, perto da junta de freguesia de Santana, nestas casinhas, hoje em dia adaptadas ao turismo, podes comprar alguns produtos regionais.

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Mercado dos Lavradores

Se quiseres dar um passeio pela cidade, não podes deixar de visitar o Mercado dos Lavradores, situado no centro do Funchal. Para além de poderes comprar os produtos mais frescos da cidade em primeira mão, de certeza que vais encontrar um vendedor de castanhas assadas durante o teu passeio, pois no outono, também na ilha se cumpre a tradição.

Taberna da Poncha

E quando o frio apertar, porque não ir beber uma poncha para aquecer? Na Taberna da Poncha, na Serra D’Água podes beber uma das melhores ponchas da Madeira. Esta taberna é uma das mais frequentadas da ilha e oferece variados tipos de poncha, todos caseiros.

Não percas os encantos de outono deste arquipélago!

12 Novembro 2018
Melhor Destino Europeu de Novembro: República Checa

Chegou o mês de Novembro. O mês para visitar…a República Checa! Um país pequeno nas suas fronteiras mas muito rico na sua história, cultura e sítios que podemos visitar. Vamos lá?

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Geografia

Ao visitarmos a República Checa, a antiga Checoslováquia, ficamos muito perto da Alemanha, Polónia, Áustria e Eslováquia, países com os quais faz fronteira. Num pulinho, chegamos também à Hungria, apesar das fronteiras deste dois países não serem juntas. A República Checa tem uma área de 52 750 km quadrados e conta com 6,25 milhões de habitantes. Um dos principais aspetos que deves aproveitar neste país é a sua paisagem em zonas como Boemia, onde se situam os rios Elba e Moldava, e Sněžka, o ponto mais alto do país que, no inverno, costuma ficar coberto de branco.

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Clima

Devido à sua posição geográfica, sem litoral, tanto podes apanhar temperaturas muito frias no inverno como muito quentes no Verão. Por isso, se quiseres fazer jus ao título deste artigo e visitar a República Checa em Novembro, não te esqueças, agasalha-te!

Gastronomia

A gastronomia Checa, influenciada pelos seus países vizinhos, é conhecida pela sua abundância e variedade. Mas a República Checa não foi só influenciada e também influenciou outros países da Europa, com os seus doces deliciosos! Se tiveres oportunidade, sugerimos que experimentes estas iguarias:

  • VEPRO-KNEDLO-ZELO: carne de porco assada com dumplings(pães típicos) e reopolho
  • PECENÁ KACHNA: pato assado, geralmente servido com pão, almôndegas e repolho refogado
  • KOLÁČE: doce de massa folhada recheado com queijo e fruta
  • TRDELNÍK: massa enrolada em torno de um espeto, grelhada em carvão e coberta de açucar

O que não podes deixar de visitar em algumas cidades

  • Castelo de Praga (Praga)
  • Ponte Carlos (Praga)
  • Cidade Velha (Praga)
  • Igreja de Santa Bárbara (Kutná Hora)
  • Bairro Medieval (Český Krumlov)
  • Fontes Termais (Karlovy Vary)
7 Novembro 2018
Uma experiência em Cabo Verde

A Catarina Anjos, em parceria com a AIESEC, partiu numa aventura de voluntariado em Cabo Verde e contou toda a sua experiência para o nosso blogue. No artigo de hoje, vais poder descobrir a primeira parte do seu testemunho. Queres saber tudo sobre a sua viagem? Continua a ler!

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“Como está a correr a experiência que está a mudar completamente a minha vida? Que pergunta tão ambígua para escrever numa dúzia de linhas. Acho que vou começar pelo início.

Aterrei na Praia, em Cabo Verde e as minhas primeiras impressões foram: Porque é que estamos a ir cinco pessoas num táxi, sendo que todos temos malas de bagagem gigantes em cima de nós? Porque é que este táxi não tem cintos de segurança? Porque é que os semáforos vermelhos são verdes? Porque é que está uma vaca no meio de uma rotunda? Porque é que não há sinais de trânsito? Porque é que não há limites de velocidade? Pronto, já parei, mas podia continuar aqui durante horas a perguntar porque é que existem tantas coisas neste país que não fazem sentido.

Primeiro dia em Cabo Verde, primeira vez que dormi com mais 14 pessoas numa casa equipada para apenas duas. Mas isso era o menos preocupante para o que vinha a seguir. No dia seguinte, fomos para a Assomada, a “cidade” onde ia de facto trabalhar com o meu namorado, mais precisamente, no Liceu Amílcar Cabral. Pagámos apenas 5€ de táxi por uma viagem de uma hora e meia. Vou passar a reclamar quando me pedirem mais que isso só para ir do Cais do Sodré até minha casa. Mas confesso que mal cheguei a esta cidade, senti muito medo. Eu era diferente, era como uma estrela, porque todos olhavam para mim, como se eu fosse do outro mundo. Muito depressa percebi porquê. Porque eu sou “branca”, como eles me chamam na rua. No início fiquei um pouco incomodada admito, mas agora nem sinto que seja algo pejorativo. Na realidade não consigo encontrar maldade nenhuma quando me chamam isso. Isto porque também me chamam “Portuguesa!” e mal eu olho e confirmo, um “Adoro Portugal!” é garantido. Fomos então conhecer o Sr. Zé e o Marcelo, pai e filho, que nos acolheram nesta aventura. Aparentemente fiquei na casa de um senhor que toda a gente aqui admira, ele é muito boa pessoa e ajuda todos os seus amigos, no entanto, era só o pior bairro da Assomada, o que nem contribuiu em nada para o medo de estar ali que eu já sentia. E para me tranquilizar, o senhor ainda disse “Tens que chegar a casa antes de anoitecer, aqui é perigoso para ti e podem-te assaltar”. Depois deste misto de emoções de entusiasmo com receio, ele levou-nos a jantar a casa do seu irmão para conhecer toda a família. Eles cantavam orações quando chegámos, mas quando terminaram, vieram todos dar-me um beijinho e receberam-me como se eu fosse dali. Senti-me rapidamente em casa. Parecia que de repente a minha mãe tinha aparecido porque a única coisa que eu ouvia era “Come isto, come aquilo, já experimentaste isto?”. Óbvio que provei o prato mais típico do país, cachupa. Era muito sabi! Sabi? Sabi é delicioso, sabi é um adjetivo que dá para tudo o que for bom, foi o que eu aprendi. Ah e novidade da primeira noite? Matei a minha primeira barata! Estou muito orgulhosa de mim, antes de vir para cá simplesmente fugia e gritava pelo meu pai para matar todo o tipo de bicho que me atravessasse à frente. Era muito corajosa portanto.

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No dia a seguir, após acordar fui tomar banho para o meu primeiro dia no liceu. Mas nunca mais vem a água quente porquê? Depois lembrei-me! Não há água quente claro, já me tinha esquecido! Mas não faz mal, pelo menos temos água, há gente aqui que nem isso tem, e até é bom para acordar, não te queixes. Acabadinhos de chegar ao destino, onde estão os voluntários cabo-verdianos que nos iam ajudar?  Como assim não conhecemos as crianças, nunca demos aulas na vida, não fazemos a mínima ideia como isto se faz e estamos sozinhos nisto? Pronto, é o que é e temos de nos desenrascar com o que temos. Uma criança apareceu, entretanto apareceu outra e outra e já eram 10. Mas não íamos ter 30? Disseram-nos que eram 30, mas pronto. A primeira aula foi só para nos conhecermos, mas mal eu sabia que quem me ia salvar daquele desconhecido eram elas. Eu perguntei o que iam fazer à tarde e se gostariam de nos mostrar a Assomada. Muito entusiasmados disseram logo que sim! A tarde foi incrível, os miúdos espetaculares e por onde eu passava recebia sorrisos. A verdade é que a minha função era apenas dar aulas das 10 às 12h30, mas e depois? O que é que fazíamos de tarde? Isto fica no meio do nada e o melhor plano parece-me sempre estar com eles, com os meus meninos.

Os dias vão passando e a rotina formou-se: acordar às 7h, ir às 8h para o café – porque é o único sítio aqui com wi-fi grátis, sim nós temos que pagar para ter internet porque não há cá internet de borla em casa, na escola, no trabalho, em lado nenhum menos aqui, no Pão Quente -, preparar a aula e às 10h lá estamos nós no liceu prontos para começar a aula. A seguir à aula? O mata – algo que eu já não jogava há cerca de dez anos porque era o meu jogo de eleição na escola primária –, um jogo de basquetebol ou futebol, e claro põe-se a questão do dia “Qual vai ser o penteado que vamos fazer para a Catarina hoje?”. Ir a casa almoçar a comidinha da Vera, a empregada lá de casa que é muito querida e faz as refeições mais deliciosas do mundo, e à tarde voltar para brincar às escondidas, ir à cruz, subir o monte, ir à Boa Entrada ou à relva. A Boa Entrada é uma pequena terra aqui ao lado que é famosa por ter a maior árvore de Cabo Verde. E é como uma mercearia ao ar livre, os miúdos sobem às arvores para me darem a experimentar mangas, bananas, cocos, tiram cenouras da terra e tudo. Há também muitos animais, porcos, vacas, cabras. Por outro lado, a relva é uma espécie de estádio do Sporting meio construído que tem um campo de futebol gigante com algumas bancadas à volta. Ah e as crianças! Lembram-se de eu ter dito que eram dez no início? Eu não sei o que aconteceu, mas esta semana batemos o recorde! Somo 39! E também há miúdos novos todos os dias, o que é engraçado. Eles disseram que iam convidar os primos, os irmãos e os amigos para vir para a “Colónia de Férias do Liceu Amílcar Cabral” como lhe chamam. Mas nunca pensei que fossem mesmo, isto significa que estão a gostar certo?”

Catarina Anjos 2

E foi este o início da experiência da Catarina. Estás curioso por saber mais? Continua atento ao nosso blogue e Aventura-te connosco!

Aventura-te é o blogue de viagens e muito mais da Allianz Global Assistance. Porque a vida é uma aventura, poderás encontrar neste blogue várias informações de destinos de viagem, momentos recheados de humor e muita comida à mistura.
Junta-te a nós e parte nesta aventura!

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