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24 Abril 2019
48 horas em Veneza

Tão intensa quanto fugaz; tão bela quanto dramática. Uma visita a Veneza em 48 horas assemelha-se às inquietações de uma paixão assolapada. E que melhor dedicatória se poderia fazer ao símbolo do romantismo? Vem daí, sem medo de perder e pronto para saborear todos os momentos de uma das cidades mais amadas do Mundo.

Imagina uma cidade em que as sombras dos carros desaparecem, a velocidade das motas se eclipsa, os autocarros deixam de ser os mandões lá do sítio. Imagina uma cidade em que todos eles foram substituídos por singelos barcos e sons de salto alto (ou de serenas passadas, para quem não aprecia o primeiro estilo).

Em Veneza, o Grande Canal abrilhanta as ruelas, ornamenta os palácios das famílias que povoam um lugar sem pressa. Poderíamos estar na Ponte de Rialto a pintar este quadro, conhecido pelos gondoleiros como a mão da mão. Mas já se faz tarde e a fome aperta o estômago de quem pertence a uma cozinha de grande panóplia – a portuguesa. Assim, descemos a ponte, dirigindo-nos ao Mercati di Rialto, aquele em que se encontra o perfume de Veneza. O perfume, as cores, as texturas e as vozes. É neste mercado que os vendedores regateiam com os habitantes e os curiosos turistas.

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A digestão pode ser feita à beira da igreja Sant Maria della Saluta, um dos mais imponentes marcos arquitetónicos da cidade: é suportada por cerca de um milhão de pilares de madeira. De estilo barroco, esta edificação tem um simbolismo muito especial para a população por causa da peste, que assolou os sítios em 1630 e quase dizimou Veneza. Antes de recolhermos ao quarto, passamos por Dorsoduro, o bairro cultural e artístico que melhor resistiu à transfiguração.

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Guardamos a Piazza San Marco para o segundo dia – como quem guarda a sobremesa para o final. A praça mais conhecida deste ponto de Itália sempre foi o centro político, social e religioso da república local. Esforça-te para te alheares da multidão, agora parte da mobília, porque vale a pena contemplar cada detalhe. O mesmo te pedimos quando chegares à Basilica di San Marco, a estrela da praça, famosa por combinar os estilos arquitéctónicos do Ocidente e do Oriente. Entramos e deslumbramo-nos com o luxo dos inúmeros painéis em mosaico, arrebatadores por natureza.

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Dedicamos o tempo que falta para completar as 48 horas ao Palazzo Ducale, antiga residência oficial dos governadores, à Ponte dos Suspiros, anterior prisão, e ao Campanile di San Marco, dono da melhor vista panorâmica veneziana. Nada será mais metafórico do que terminar o roteiro a olhar para o edifício da Torre dell’orologio, no qual terás de desvendar o puzzle das horas e todas as simbologias alusivas à passagem do tempo.

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E pronto… já passou. A cidade, sem pressa, não vai a lado nenhum. Assim, aproveita esta primeira paixão para que, mais tarde, a história se possa vir a transformar num longo amor de horas indefinidas.

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