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29 Maio 2019
Os melhores destinos para quem tem crianças

Se achavas que o ideal para conhecer o mundo e absorver uma cultura passava por andar de mochila às costas e um qualquer hostel, desengana-te. Existem outras formas de explorar o Mundo e que são kids friendly!

Talvez o teu filho não se lembre de quando viu o mar pela primeira vez, ou do momento em que sentiu a água fria do mar nos pés, mas o que interessa é que esta experiência vai ficar gravada no seu coração. A logística de fazer as malas e planear a viagem pode demorar, mas quando vires os olhos dos teus filhos brilharem perante uma paisagem, vais perceber que viajar com eles vale mesmo a pena e que cada nova experiência traz experiências que ficarão marcadas nos seus subconscientes.

As sugestões para estreitar laços familiares, fazer uma pausa na vida quotidiana e criar memórias felizes são:

 

No outro lado do mundo – Samaná, República Dominicana

Existe vida para lá de Punta Cana. Samaná fica na zona norte do país, sem o mar do Caribe, mas com um oceano Atlântico cheio de corais e água a 27 graus.

Se a independência dos teus filhos pode ser perigosa numa praia portuguesa cheia de pessoas em pleno verão, o sereno areal de El Portillo é perfeito para desenvolverem as suas capacidades motoras. Como tem apenas dois resorts, existem poucos turistas. Vais ganhar novas experiências e um novo bronze enquanto colecionas pedrinhas ao longo da praia.

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Se pretendes começar a aventura mais perto de casa…

Quer seja para umas férias em família ou apenas para uma pequena escapadinha, o velho continente é um dos melhores e mais seguros destinos para viajar com crianças. A poucas horas de voo, encontras culturas diferentes e uma variedade imensa de atrações turísticas para toda a família.

 

A vizinha Madrid

Ótima para um fim-de-semana em família, na capital espanhola podem ver museus, observar do teleférico a Catedral de Almudena, a Plaza de España e o Palácio Real, passear no Parque do Retiro, um parque repleto de esculturas, galerias, monumentos e, mais importante, espaço para brincar. Podem ainda visitar estádios de futebol, como o Santiago Barnabéu e o estádio do Real Madrid. Para terminar em grande, não podem perder o Parque de diversões Warner.

city scale under blue sky

 

A cosmopolita Londres

Com a sua alma moderna, animação e atividades não vão faltar. Londres é uma boa opção durante todo o ano.

Não percam o render da guarda do palácio de Buckingham, as joias da coroa na Torre de Londres, nem a oportunidade de andar na London Eye. Os miúdos vão adorar também os cenários da saga Harry Potter (The Making of Harry Potter), e os museus super interativos, como o Museu de História Natural, onde podem ver esqueletos de dinossauros e réplicas do T-rex.

red double-decker bus passing Palace of Westminster, London during daytime

A adorada cidade de Paris

Mesmo que a cidade não tivesse mais nada para oferecer, a Disneyland Paris chega para conquistar o coração de miúdos e graúdos. Mas a capital francesa é muito mais que a magia da Disney. Tem museus para todas a idades, a Torre Eiffel, os Campos Elísios e o Jardim do Luxemburgo. Aproveita também para fazer um passeio no rio Sena e desfrutar das lindas paisagens parisienses. Afinal, a adorada e mágica Paris, não se destina apenas a casais apaixonados.

Eiffel Tower at Paris, France

 

A controversa cidade de Amesterdão

Quando pensamos em viagens com miúdos não associamos esta cidade Holandesa. Mas isso é uma ideia redondamente errada. Por aqui, não faltam museus como o  Hermitage for Children, no Hermitage Amsterdam, o Museu Van Gogh, a casa de Anne Frank e o museu de ciências Nemo. Os famosos jardins são uma atracção, assim como os parques infantis. Já que estão em Amesterdão, porque não dar a oportunidade aos teus filhos de serem chefs por um dia no Kinderkookkafé. Eles vão adorar e tu também.

body of water under white sky

 

Os verdejantes Açores

Praia, montanha e muita natureza, em qualquer altura do ano, são as palavras-chave numa visita as estas ilhas portuguesas. Se juntares a isto a facilidade linguística, estão reunidas as condições perfeitas para partires com os miúdos nesta aventura. Saltem de ilha em ilha e descubram as paisagens de perder a respiração, as cavidades vulcânicas, a cultura, a arte urbana, os parques florestais a perder de vista e montanhas imponentes do arquipélago açoriano.

 

Já avisaste os miúdos lá de casa que estão prestes a ir de férias?

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15 Maio 2019
Ushuaia: a cidade do fim do mundo

Chegar ao “Fim do Mundo” é sentir que o fim pode ser sinónimo de um novo início! E não, não é exagero. É pecado deixar escapar por entre os dedos, e olhos, este destino repleto de curiosidades, passeios incríveis e paisagens arrebatadoras.

Já te deves estar a perguntar, mas afinal onde fica este lugar?

No extremo sul da América! Entre a Argentina e o Chile, todos os caminhos vão dar a Ushuaia. A famosa cidade de ilha Grande da Terra do Fogo,  La ciudad del Fin del Mundo. Ficou conhecida por ter uma prisão de segurança máxima. Afinal, haverá lugar mais adequado para uma prisão do que o “fim do mundo”?  Talvez não, mas a prisão é hoje um museu e Ushuaia o destino de muitos viajantes e aventureiros. Já te estás a imaginar a cruzar o continente americano do Alasca a Ushuaia? A viagem é longa, mas recheada de emoção, por isso, vamos lá!

 

Sabias que podes fazer as malas para Ushuaia em qualquer altura do ano?

Em algumas alturas do verão, o sol põe-se às 23:00 e tens luz solar durante dezassete horas. Aproveitar é a palavra de ordem e vais ter tempo que sobra para andar de caiaque ou para te aventurares em longos passeios por trilhos, principalmente no Parque Nacional da Terra do Fogo, onde podes ver, nada mais, nada menos, que pinguins amorosos.

 

Mas se gostas de neve e são os lagos gelados que te fascinam, marca férias entre o início de julho e finais de agosto. Maaaas, se por outro lado, és aquele que adora o melhor dos dois mundos e as meias estações são a tua praia, basta fazeres um passeio no Glaciar Martial junto à cidade e voilá, encontraste neve. Afinal, estás na cidade com a temporada de neve mais longa da América do Sul.

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A cidade tem uma temperatura média anual de 6ºC. No verão, a média fica nos 10ºC e no inverno pelos 2ºC. Mas nos dias mais invernosos e gelados costuma baixar até aos -20º.  O clima é, de fato,  inconstante, mas não te assustes com a temperatura, basta estares preparado com roupa quente  e impermeável e não haverá frio, vento ou chuva, que te chegue.

 

Dava jeito um mini roteiro ? Aqui está.

No verão, não podes perder o passeio no Comboio do Fim do Mundo e as paisagens do Parque Nacional Tierra del Fuego (reserva um dia inteiro), faz uma caminhada e fotografa os pinguins na Ilha Martillo, não percas o passeio de barco pelo Canal de Beagle, de certeza que vais ver leões-marinhos, passeia nos lagos Fagnano e Escondido e aventura-te nos trilhos da Lagoa Esmeralda, se quiseres sair da zona de conforto, podes sobrevoar o fim do mundo de helicóptero.

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No inverno, podes fazer ski no Cerro Castor, com dez meios de elevação e vinte e oito pistas, com diferentes níveis, escola de ski, diversão não vai faltar. Vai ao Vale dos Lobos e faz um passeio de trenó puxado por cães ou de moto de neve. Aproveita também para passear de barco pelo Canal de Beagle onde vais poder encontrar  leões-marinhos, mas não te vás embora, sem desfrutar das excelentes paisagens panorâmicas do Glaciar Martial.

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Se pensas que tudo se resume a neve e paisagens estás enganado. Com a enorme variedade de peixe e marisco extremamente fresco, alguns dos melhores programas são, na verdade, gastronómicos.  Delicia-te com os pratos locais como a centolla ou merluza.

 

Ainda tens dúvidas que podes ir ao fim do mundo e voltar são e salvo? Faz as malas e parte à aventura.

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24 Abril 2019
48 horas em Veneza

Tão intensa quanto fugaz; tão bela quanto dramática. Uma visita a Veneza em 48 horas assemelha-se às inquietações de uma paixão assolapada. E que melhor dedicatória se poderia fazer ao símbolo do romantismo? Vem daí, sem medo de perder e pronto para saborear todos os momentos de uma das cidades mais amadas do Mundo.

Imagina uma cidade em que as sombras dos carros desaparecem, a velocidade das motas se eclipsa, os autocarros deixam de ser os mandões lá do sítio. Imagina uma cidade em que todos eles foram substituídos por singelos barcos e sons de salto alto (ou de serenas passadas, para quem não aprecia o primeiro estilo).

Em Veneza, o Grande Canal abrilhanta as ruelas, ornamenta os palácios das famílias que povoam um lugar sem pressa. Poderíamos estar na Ponte de Rialto a pintar este quadro, conhecido pelos gondoleiros como a mão da mão. Mas já se faz tarde e a fome aperta o estômago de quem pertence a uma cozinha de grande panóplia – a portuguesa. Assim, descemos a ponte, dirigindo-nos ao Mercati di Rialto, aquele em que se encontra o perfume de Veneza. O perfume, as cores, as texturas e as vozes. É neste mercado que os vendedores regateiam com os habitantes e os curiosos turistas.

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A digestão pode ser feita à beira da igreja Sant Maria della Saluta, um dos mais imponentes marcos arquitetónicos da cidade: é suportada por cerca de um milhão de pilares de madeira. De estilo barroco, esta edificação tem um simbolismo muito especial para a população por causa da peste, que assolou os sítios em 1630 e quase dizimou Veneza. Antes de recolhermos ao quarto, passamos por Dorsoduro, o bairro cultural e artístico que melhor resistiu à transfiguração.

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Guardamos a Piazza San Marco para o segundo dia – como quem guarda a sobremesa para o final. A praça mais conhecida deste ponto de Itália sempre foi o centro político, social e religioso da república local. Esforça-te para te alheares da multidão, agora parte da mobília, porque vale a pena contemplar cada detalhe. O mesmo te pedimos quando chegares à Basilica di San Marco, a estrela da praça, famosa por combinar os estilos arquitéctónicos do Ocidente e do Oriente. Entramos e deslumbramo-nos com o luxo dos inúmeros painéis em mosaico, arrebatadores por natureza.

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Dedicamos o tempo que falta para completar as 48 horas ao Palazzo Ducale, antiga residência oficial dos governadores, à Ponte dos Suspiros, anterior prisão, e ao Campanile di San Marco, dono da melhor vista panorâmica veneziana. Nada será mais metafórico do que terminar o roteiro a olhar para o edifício da Torre dell’orologio, no qual terás de desvendar o puzzle das horas e todas as simbologias alusivas à passagem do tempo.

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E pronto… já passou. A cidade, sem pressa, não vai a lado nenhum. Assim, aproveita esta primeira paixão para que, mais tarde, a história se possa vir a transformar num longo amor de horas indefinidas.

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