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15 Maio 2019
Ushuaia: a cidade do fim do mundo

Chegar ao “Fim do Mundo” é sentir que o fim pode ser sinónimo de um novo início! E não, não é exagero. É pecado deixar escapar por entre os dedos, e olhos, este destino repleto de curiosidades, passeios incríveis e paisagens arrebatadoras.

Já te deves estar a perguntar, mas afinal onde fica este lugar?

No extremo sul da América! Entre a Argentina e o Chile, todos os caminhos vão dar a Ushuaia. A famosa cidade de ilha Grande da Terra do Fogo,  La ciudad del Fin del Mundo. Ficou conhecida por ter uma prisão de segurança máxima. Afinal, haverá lugar mais adequado para uma prisão do que o “fim do mundo”?  Talvez não, mas a prisão é hoje um museu e Ushuaia o destino de muitos viajantes e aventureiros. Já te estás a imaginar a cruzar o continente americano do Alasca a Ushuaia? A viagem é longa, mas recheada de emoção, por isso, vamos lá!

 

Sabias que podes fazer as malas para Ushuaia em qualquer altura do ano?

Em algumas alturas do verão, o sol põe-se às 23:00 e tens luz solar durante dezassete horas. Aproveitar é a palavra de ordem e vais ter tempo que sobra para andar de caiaque ou para te aventurares em longos passeios por trilhos, principalmente no Parque Nacional da Terra do Fogo, onde podes ver, nada mais, nada menos, que pinguins amorosos.

 

Mas se gostas de neve e são os lagos gelados que te fascinam, marca férias entre o início de julho e finais de agosto. Maaaas, se por outro lado, és aquele que adora o melhor dos dois mundos e as meias estações são a tua praia, basta fazeres um passeio no Glaciar Martial junto à cidade e voilá, encontraste neve. Afinal, estás na cidade com a temporada de neve mais longa da América do Sul.

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A cidade tem uma temperatura média anual de 6ºC. No verão, a média fica nos 10ºC e no inverno pelos 2ºC. Mas nos dias mais invernosos e gelados costuma baixar até aos -20º.  O clima é, de fato,  inconstante, mas não te assustes com a temperatura, basta estares preparado com roupa quente  e impermeável e não haverá frio, vento ou chuva, que te chegue.

 

Dava jeito um mini roteiro ? Aqui está.

No verão, não podes perder o passeio no Comboio do Fim do Mundo e as paisagens do Parque Nacional Tierra del Fuego (reserva um dia inteiro), faz uma caminhada e fotografa os pinguins na Ilha Martillo, não percas o passeio de barco pelo Canal de Beagle, de certeza que vais ver leões-marinhos, passeia nos lagos Fagnano e Escondido e aventura-te nos trilhos da Lagoa Esmeralda, se quiseres sair da zona de conforto, podes sobrevoar o fim do mundo de helicóptero.

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No inverno, podes fazer ski no Cerro Castor, com dez meios de elevação e vinte e oito pistas, com diferentes níveis, escola de ski, diversão não vai faltar. Vai ao Vale dos Lobos e faz um passeio de trenó puxado por cães ou de moto de neve. Aproveita também para passear de barco pelo Canal de Beagle onde vais poder encontrar  leões-marinhos, mas não te vás embora, sem desfrutar das excelentes paisagens panorâmicas do Glaciar Martial.

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Se pensas que tudo se resume a neve e paisagens estás enganado. Com a enorme variedade de peixe e marisco extremamente fresco, alguns dos melhores programas são, na verdade, gastronómicos.  Delicia-te com os pratos locais como a centolla ou merluza.

 

Ainda tens dúvidas que podes ir ao fim do mundo e voltar são e salvo? Faz as malas e parte à aventura.

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24 Abril 2019
48 horas em Veneza

Tão intensa quanto fugaz; tão bela quanto dramática. Uma visita a Veneza em 48 horas assemelha-se às inquietações de uma paixão assolapada. E que melhor dedicatória se poderia fazer ao símbolo do romantismo? Vem daí, sem medo de perder e pronto para saborear todos os momentos de uma das cidades mais amadas do Mundo.

Imagina uma cidade em que as sombras dos carros desaparecem, a velocidade das motas se eclipsa, os autocarros deixam de ser os mandões lá do sítio. Imagina uma cidade em que todos eles foram substituídos por singelos barcos e sons de salto alto (ou de serenas passadas, para quem não aprecia o primeiro estilo).

Em Veneza, o Grande Canal abrilhanta as ruelas, ornamenta os palácios das famílias que povoam um lugar sem pressa. Poderíamos estar na Ponte de Rialto a pintar este quadro, conhecido pelos gondoleiros como a mão da mão. Mas já se faz tarde e a fome aperta o estômago de quem pertence a uma cozinha de grande panóplia – a portuguesa. Assim, descemos a ponte, dirigindo-nos ao Mercati di Rialto, aquele em que se encontra o perfume de Veneza. O perfume, as cores, as texturas e as vozes. É neste mercado que os vendedores regateiam com os habitantes e os curiosos turistas.

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A digestão pode ser feita à beira da igreja Sant Maria della Saluta, um dos mais imponentes marcos arquitetónicos da cidade: é suportada por cerca de um milhão de pilares de madeira. De estilo barroco, esta edificação tem um simbolismo muito especial para a população por causa da peste, que assolou os sítios em 1630 e quase dizimou Veneza. Antes de recolhermos ao quarto, passamos por Dorsoduro, o bairro cultural e artístico que melhor resistiu à transfiguração.

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Guardamos a Piazza San Marco para o segundo dia – como quem guarda a sobremesa para o final. A praça mais conhecida deste ponto de Itália sempre foi o centro político, social e religioso da república local. Esforça-te para te alheares da multidão, agora parte da mobília, porque vale a pena contemplar cada detalhe. O mesmo te pedimos quando chegares à Basilica di San Marco, a estrela da praça, famosa por combinar os estilos arquitéctónicos do Ocidente e do Oriente. Entramos e deslumbramo-nos com o luxo dos inúmeros painéis em mosaico, arrebatadores por natureza.

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Dedicamos o tempo que falta para completar as 48 horas ao Palazzo Ducale, antiga residência oficial dos governadores, à Ponte dos Suspiros, anterior prisão, e ao Campanile di San Marco, dono da melhor vista panorâmica veneziana. Nada será mais metafórico do que terminar o roteiro a olhar para o edifício da Torre dell’orologio, no qual terás de desvendar o puzzle das horas e todas as simbologias alusivas à passagem do tempo.

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E pronto… já passou. A cidade, sem pressa, não vai a lado nenhum. Assim, aproveita esta primeira paixão para que, mais tarde, a história se possa vir a transformar num longo amor de horas indefinidas.

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27 Fevereiro 2019
5 Destinos de Viagem Baratos e Surpreendentes

No artigo de hoje, escolhemos destinos surpreendentes mediante a relação destino/custo, claro. É (bem) possível comprar bilhetes de avião a preços acessíveis para visitares países que já correste nos teus sonhos, basta definires a altura certa do ano. Este artigo faz-te metade do trabalho. Dizemos-te onde, quando e damos-te uma ideia dos preços. Não precisas de agradecer!

Como se diz Páscoa em sérvio?
“Em Abril, tiro uns diazinhos”. Não é um ditado popular, mas, de tantas vezes repetida, torna-se expressão consensual entre as gentes. A culpa é do Tempo Pascal daquele mês, período que os portugueses aproveitam para recarregar baterias, ‘prolongando’ o feriado da Sexta-Feira Santa. Nem de propósito, sabes como se diz Páscoa em sérvio? O Novo Jardim, que é como quem diz Novi Sad – cidade no norte da Sérvia situada sobre o rio Danúbio –, será um óptimo lugar para aprender. Há quem defenda que é a cidade mais charmosa do país, colocando-a até à frente da capital, Belgrado, a uma hora de distância. Apreciares a paisagem a partir da Fortaleza de Petrovaradin ou perderes-te nos sabores de restaurantes com estrelas Michelin não te irá esvaziar os bolsos, porque os preços dos transportes (de táxi, média de 0,50€ por km) e da alimentação (média de 5€ por refeição) cabem na carteira. Andar a pé também deve ser opção, uma vez que os mercadinhos de frutas e verduras, orientados pelos ambulantes, pintam os calçadões de cores agradáveis.

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Ao sol numa mini-cidade medieval
Em Brasov, na Roménia, a temperatura média em Junho é de 16 graus. Nessa altura, já se sente nitidamente a diferença de clima entre o Verão, que tem para oferecer um reconfortante sol, e o Inverno, época que pode fazer os termómetros descer aos -10 graus. Se a região da Transilvânia te apaixona, adiantamos-te que este é o mês ideal, financeiramente falando (média de 0,50€ por km de táxi; média de 5€ por refeição; média de 40€ por noite num hotel de três estrelas), para ‘invadires’ uma das zonas mais visitadas do país: o centro histórico de Brasov. A panóplia de interesses vai desde a Casa Sfatuluit, construída no século 13 e actual Museu de História da cidade, à Igreja Negra, uma construção gótica de tijolo da cor que lhe dá nome, bem perto da Rua da Corda, a mais estreita da Europa, com 1,3 metros de largura. Trocar as praias pelos bastiões que serviam de ponto de observação, erguidos em 1494, será interessante e pouco dispendioso.

 

Cabe um Património Natural da UNESCO no teu Agosto?
Em Ocrida (Macedónia), todos os caminhos vão dar ao lago Ohrid, e o mês de Agosto é o mais económico para lá chegares. As refeições entre montanhas que chegam aos 2.800 metros rondam os 5€ e nos hotéis de três estrelas, num local que tem o título de Património Natural da UNESCO, não costumam gastar mais do que 40€ por noite. Caso a tua cabeça esteja a ansiar por praias, elas não te vão faltar, sabendo que tens de trocar a areia pelo chão de pedras. Também encontrarás a típica ruela lotada de bares e restaurantes, para desfrutares dos ares noturnos de Verão. Chama-se Old Bazaar, sendo que as adjancentes ‘desaguam’ nas muralhas da cidade (Mesokastro). Ficarás diante da melhor simbiose entre a beleza da natureza e a riqueza histórica.

 

A ‘Riviera Russa’
A prova de que Sochi é das cidades com um dos climas mais amenos da Rússia prende-se nos 16 graus de temperatura média em pleno… Outubro, que é quando a viagem para a zona nas proximidades do Cáucaso e do Mar Negro se torna mais rentável (táxi: média de 0,25€ por km; refeição: média de 6€; noite em hotéis de três estrelas, média de 29€). Volta a pronunciar. Sochi. O nome não te é estranho, pois não? A cidade ganhou relevância depois de ter acolhido os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 e o Campeonato do Mundo de 2018. Mesmo que, nessa altura, não seja tão agradável desfrutares das praias da intitulada ‘Riviera Russa’, experimenta as escorregadelas nas montanhas de Cáucaso, onde podes esquiar, ou as florestas, que são Património Mundial do país. A carta gastronómica é curiosa, pois tem uma enorme influência da Geórgia, com o queijo e a massa enquanto ingredientes principais. Resumindo, Sochi está para os russos, como o Algarve está para os portugueses.

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O Natal é zen
E que tal planeares passar o próximo Natal na sexta maior cidade da Tailândia, Chiang Mai? Em Dezembro, vale muito a pena, além de que foges do caos de Bangkok para o sítio mais zen da Tailândia, capital espiritual do país, batendo o número de templos budistas existentes. É verdade, ultrapassam os 300! Andar de táxi (média de 0,25 por km) nem faz sentido, pois a antiga capital do reino de Lanna, construída em 1296, ‘grita’ por um bom passeio de bicicleta (podes alugar). Como não irás gastar muito dinheiro nas refeições (média de 1,34€) ou nas estadias (média de 36€ em hotéis de três estrelas), procura uma recordação nas feirinhas e nos night bazzar, que também são óptimos locais para experimentares as tradicionais linguiças – só se tornará difícil escolher o tipo, uma vez que há de porco, frango, soja e até de peixe! Delicia-te.

Ainda tens dúvidas de que um planeamento económico eficiente é o primeiro esboço para as tais férias inesquecíveis?

 

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