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23 Janeiro 2019
Hoi An, uma vila encantada no Sudeste Asiático

Hoi An, vila de lanternas e alfaiates, de sorrisos soltos pelas ruas e vielas. Vila onde se caminha sem mapas, não correndo o risco de deixar escapar por entre os dedos – e os olhos – qualquer pedaço de deslumbre. Todas as ruas têm o seu quê de único. Todas as pequenas casas coloridas contribuem, de alguma forma, para acender dentro do espírito lanternas iguais às que espreitam dos telhados.

– You, hair like the sun.

Apresso-me a olhar. A senhora que me chama, de forma tão original, tem um chapéu na cabeça e um sorriso invulgarmente bonito. Chama-me outra vez, para que não fuja. Está do outro lado da pequena rua que se estende até ao Mercado Central. Aproxima-se, depois de deixar passar uma mota apressada. “Vem, vou-te fazer um vestido. Loja número 41. A melhor de Hoi An”. Respondo, tímida, que não quero um vestido, que estou somente entretida a passear pela vila. Responde, sem desanimar, que me vai mostrar a loja ainda assim. Sigo-a, com atenção ao trânsito incessante e ao chão, para não fazer das minhas e tropeçar no meio de tamanhas novidades. O Mercado enche-se de tecidos de todas as cores, que esvoaçam dos tectos altos. A loja 41 é um pequeno espaço composto por uma mesa, três jovens de cabelos soltos e fitas métricas ao pescoço e panos, muitos panos de muitos padrões. Sorrio às jovens, sorrio à senhora que ali me trouxe. Explico novamente que não quero um vestido e agradeço. Sorriem de volta e vêem-me partir, de máquina fotográfica na mão e mochila às costas.

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Caminho até me doerem os pés. É uma vila pequena, é verdade, mas por conter magia em todas as ruas não é difícil passar horas de um lado para o outro. Visito a emblemática Ponte Japonesa, construída no início do século XVII, um exemplo simples e bonito da arquitectura nipónica. Com a escultura de um macaco numa ponta e a de um cão na outra, tem o nome de Lai Viễn Kiều em Vietnamita. Tiro uma fotografia e caminho junto ao rio para não fugir ao sol. Os barcos que por ali se passeiam são vários, de todos os tamanhos e formas, muitos adornados também com as características lanternas deste porto comercial com séculos de História que é hoje Património Mundial.

Sento-me numa pequena esplanada numa das ruas mais movimentadas, a escassos passos do Mercado, e limito-me a observar, enquanto bebo um sumo de ananás e petisco com pauzinhos – sem jeito, com perseverança – o típico Cao L´âu. Vejo passar uma senhora com cestos de fruta pendurados aos ombros. Vejo crianças de pés descalços a correr atrevidamente pelas bancas de vegetais. Vejo a vida – simples – que aqui se vive. E, assim, sei. Sei que, não tarda, estarei a chamar casa a este país num canto tão distante do Mundo. Sei que, não tarda, estarei a chamar casa ao Vietname.

 

Testemunho escrito por Isadora Freitas.

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