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28 Março 2019
Os 5 pratos mais deliciosos do México

Sombreros há muitos, mas não são os únicos traços culturais do México. Nem sequer os mais saborosos. O quinto maior país das Américas é também notado pela sua gastronomia, daquelas que nos multiplica os olhos e subtrai a barriga. Astecas, Maias e Zapotecas, além da natural intervenção espanhola, uma vez que a cozinha mexicana se estabeleceu, em grande parte, durante a colonização, influenciam pratos que se candidataram, de forma pioneira, a Património Cultural da Humanidade pela UNESCO (2006). Seguem-se cinco motivos pelos quais a proposta não deveria ter sido recusada:

Chilaquiles

Aquando da decisão, a UNESCO alegou à comissão de candidatura que não havia dado o destaque adequado ao milho. Estamos a falar a sério! O milho está para esta gastronomia como os sombreros para o guarda-roupa de um hombre! E, claro, as chilaquiles são tortilhas de… milho, fritas e cobertas por um molho verde (menos picante) ou vermelho (mais picante), ovos, frango, queijo e/ou crema. Quem gosta, poderá ainda adicionar abacate, assim como feijão. Qualquer família fica pronta para saborear chilaquiles ao pequeno-almoço, mas não se esqueçam de uma variável: esta receita muda bastante de acordo com a região do país. Curiosidade: ‘reza a lenda’ que o chilaquiles cura ressacas.

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Pozole

Saltamos do pequeno-almoço para o almoço. A pozole, servida na época pré-colombiana em rituais religiosos, tem (adivinham?) milho. Milho de canjica, mais especificamente. É uma sopa ou guisado com carne de porco ou galinha – isto é que é variedade de confeção! Os diversos vegetais com que se faz acompanhar (cebola, alface, queijo, malagueta em pó, pimentas, etc.), não são cozinhados em Sinaloa, Michoacán, Guerrero, Jalisco, Morelos, México e Distrito Federal, os estados onde o pozole é um prato típico. Provavelmente, nos outros estados também não, uma vez que a sua reputação no país ofereceu-lhe o estatuto – após inquérito realizado – de segundo prato mais popular.

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Tacos al Pastor

São os tacos dos tacos no México. Os prediletos entre cerca de 124 milhões de habitantes. Coisa pouca, portanto. Nasceram na cidade de Puebla, na tentativa de adaptar o shawarma árabe, que aterrou no país à boleia dos imigrantes libaneses durante a década de 1960. No ‘descubra as diferenças’, sobressaem a troca de carnes – da de cordeiro para a de porco – e as especiarias com que se marinam (cebola e coentros, sempre!). Neste caso, não se coloca a cereja no topo do bolo, porque, ao invés, utiliza-se abacaxi, oferecendo suculência e doçura ao prato. A probabilidade de te cruzares com os Tacos al Pastor pelas calles é proporcional às saudades que irás sentir do seu sabor. Os mexicanos que vão morar para o estrangeiro tornam-se nostálgicos sempre que falam desta receita. Ficam como nós quando falamos do cozido à portuguesa.

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Elote

Escreve-se “elote”, mas diz-se “milho na espiga”. Surge como o petisco de rua mais apetecível das grandes cidades e tem tanta saída que, vejam só, deram um nome às pessoas que se dedicam à sua venda. Eloteros. Entramos, assim, num outro patamar deste universo, porque os clientes que vão ao encontro de especialistas procuram poder escolher entre milho tenro e milho duro, pequeno ou grande. Quanto ao creme, há maionese, queijo amarelo, pimenta em pó, queijo ralado, manteiga e podíamos estender a panóplia até amanhã. As espigas de milho preservam-se quentes, caso contrário, o sabor altera-se com relativa facilidade. Imperdível para qualquer forasteiro.

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Tamal

Há registos de que os Maias consumiram tamales em eventos festivos do Período Pré-Clássico (1200-250 a.C.) e, por isso, encara-se com normalidade o facto de não haver nenhum país com tanta diversidade de tamales como o México. Tal como no caso dos chilaquiles, também os tamales se transformam de cidade para cidade, estimando-se a existência de 2.500 variedades em todo o país. Feito de massa, normalmente confecionada à base de milho – cozida a vapor ou fervida num invólucro –, contêm carnes, queijos, frutas, legumes, pimentas, gomas (caso prefiras). Concluindo, tudo o que te possa parecer apetitoso.

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Atualização: depois da primeira nega da UNESCO, em 2006, a cozinha mexicana foi inscrita pela mesma identidade na lista do Património Cultural Intangível da Humanidade, já em 2010. Merecido! Qual dos pratos te despertou maior interesse?

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