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7 Abril 2019
Realidade ou ficção? Há com cada lugar neste Mundo…

Locais bizarros. Inusitados. “Isso é Photoshop!”, alegam. O cepticismo, natural no carácter humano, tende a desviar-nos de todas as realidades que, à partida, nos parecem estranhas. Com este artigo, viemos testar o teu nível de adaptabilidade. Antes de leres, olha para a imagem e questiona-te: “Realidade ou ficção?”.

Calçada dos Gigantes (Irlanda do Norte)

Reza a lenda que os pilares hexagonais foram esculpidos à mão pelo gigante irlandês Finn McCool, empenhado em construir uma calçada que atravessasse o mar até à Escócia, onde iria iniciar uma batalha com o seu inimigo, o gigante Benandonner. Chegado ao destino, deu conta de que Benandonner era bem maior do que alguma vez pensara, tendo voltado para trás – decisão que lhe valeu uma perseguição do gigante até sua casa. A esposa de Finn, de ideias férteis, disfarçou o seu marido de bebé. “Se o filho é deste tamanho, de que tamanho será o pai?”, pensou o rival escocês, voltando a correr para o seu país e destruindo parte da calçada, para que McCool não pudesse repetir-lhe os passos.

 

Agora, a versão científica: a Calçada dos Gigantes é um dos cartões postais da Irlanda do Norte, que nasceu na sequência de uma erupção vulcânica há cerca de 60 milhões de anos. É, também, Património Mundial da Unesco, a 100km da capital Belfast. Podes lá chegar de carro ou autocarro, porque ainda não há relatos de pessoas a terem sido pisadas por gigantes. 🙂

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Ilha Socotra (Iémen)

Sejam bem-vindos ao lugar mais anómalo do planeta Terra, segundo a UNESCO. A singular Ilha Socotra, que se estende ao longo de 100 quilómetros de comprimento e 45 de largura nas águas do Oceano Índico (em frente ao Corno de África), pertence ao Iémen e ao nosso imaginário. As espetaculares fauna e flora surgem entre planícies costeiras, planaltos de calcário com grutas e as montanhas de Haghier. A isto, adiciona-lhe (à ilha) praias paradisíacas lotadas de espécies marinhas exóticas, habitantes de águas transparentes que rondam os 25 graus. Várias investigações concluíram que mais de um terço das 800 espécies de plantas que moram em Socotra, não se encontram em mais nenhum sítio do Mundo. Contudo, os gregos consideravam estas paragens casas de demónios, bruxas e feiticeiros. Quanto às montanhas, escondiam o trono de Urano, deus que personificava o céu. Hollywood não teria produzido melhor.

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Glass Beach (Califórnia)

Diz o povo que esta foi “a praia que fez do lixo um tesouro”. Ei-la em Fort Bragg, na Califórnia. Mais especificamente, no MacKerricher State Park, banhada por um tapete de pedras multicoloridas que reflete a luz solar. Os turistas aproximam-se encantados, mas quem se distancia até às origens de Glass Beach encontra outra paisagem.

O vidro proveio do lixo doméstico que os moradores da região se limitavam a atirar dos penhascos que contornam a região costeira no início do século XX. Garrafas, eletrodomésticos ou… carros velhos (!). Em 1967, as autoridades locais decretaram o fim da prática ilegal e fecharam a área, começando vários programas de limpeza e recuperação ambiental. Foi a partir daí que a natureza seguiu a via artística. As ondas do mar que atingiam a praia foram lapidando o vidro e a cerâmica abandonada, que se embrulharam na areia e montaram um caleidoscópio.

Anos mais tarde (1998), o território particular passou a pertencer ao público por decisão do dono. Após o término de limpeza que durou cinco anos, o Departamento de Parques e Recreação da Califórnia comprou Glass Beach, incorporando-a ao MacKerricher State Park, em Outubro de 2002. De forma irónica, a região onde se tornou proibido mandar pedaços de vidro, acolhe actualmente uma lei que não permite retirá-los.

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Lago Hillier (Austrália)

Photoshop, Photoshop e mais Photoshop. Um lago cor-de-rosa? Ninguém acredita nisso!

Localizado na Middle Island, uma ilha do arquipélago de Recherche, a oeste da Austrália, o Lago Hillier destaca-se pela coloração da água. Rosa choque. É verdade. Rosa choque!

 

A explicação científica ainda não está totalmente fechada, mas a hipótese mais consensual passa pela interferência da pigmentação carotenoide produzida por algas (Dunaliella salina) e bactéricas halofílicas vermelhas que vivem em abundância nas crostas de sal da região. Há quem não se arrisque num banho. Contudo, o Lago Hillier não possui quaisquer riscos e pode acolher todos os mergulhos, facilitando até quem não sabe boiar tão bem, uma vez que tem grande concentração de sal comparativamente aos mares e rios comuns.

O acesso não é fácil, porque o Lago Rosa está circundado por uma imensa vegetação. Por isso mesmo, realizam-se excursões em cruzeiros e helicópteros. Convencido?

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Afinal, como vai esse nível de cepticismo? A natureza não tem limites e contrariar-lhe a beleza será o primeiro passo para perder a maior parte dos seus tesouros. Questionar é obrigatório, ainda que sempre de mente aberta.

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