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24 Agosto 2018
SAYULITA, UM PEQUENO PARAÍSO COM SABOR A LIBERDADE

A Isadora Freitas apaixonou-se por Sayulita. Fica na Riviera Nayarit e é a praia que tem a maior concentração de surfistas por metro quadrado. Mas não foi isso que encantou a Isadora. Descobre os encantos da região que parece estar em eterno clima de férias.

Lembro-me de deixar San Miguel de Allende, a pequena cidade encantada em Guanajuato, México, ainda com o sabor de um habanero que, disfarçado num taco de rua, trinquei sem timidez. Celebrara, nesse dia, 23 Primaveras ao som das mañanitas num pub sobrelotado e de paredes escuras onde brindei a aventuras ainda por vir. Parti de autocarro com a Erika, minha antiga aluna de Português em Morelia, rumo a Sayulita, uma pequena aldeia na costa do Pacífico, no estado de Nayarit.

 

Chegámos cedo e, de malas às costas, caminhámos ao sol até ao La Redonda, um hostel de portas azuis trabalhadas e jardins verdejantes. Lá, ficámos num amplo dormitório com beliches que quase tocavam os tectos – altos, rústicos -, um pouco como os nossos espíritos, ali, naquele espaço tão cheio de Alma. De onde estávamos, podíamos ouvir, ao longe, o rebentar das ondas. Sedentas de sal, largámos as mochilas pesadas e fizemo-nos à praia pelas pequenas ruelas onde o azul do céu se fundia com as banderitas coloridas ali penduradas.

2_Sayulita La Redonda

 

Por entre lojas e pequenas bancas repletas de peças feitas à mão, o caminho de pés descalços fazia adivinhar um paraíso de azul. A areia – branca, de toque suave – estava quente, a ferver. Não tardámos a encontrar um pequeno espaço junto ao mar para pousarmos as toalhas e corrermos atrás do mergulho com que sonhava há meses. Fiquei horas dentro de água, embalada pelas pequenas ondas que, de vez em quando, vinham procurar conforto na areia.

 

Depois de um entardecer feito pintura, ainda com o sal agarrado à pele ligeiramente queimada, rumámos à pequena praça daquele Pueblo Mágico. Lá, tínhamos a missão de encontrar um restaurante com tacos de marisco para satisfazer o imenso apetite da Erika. Descalças e de biquíni, sentámo-nos, primeiro, num pequeno bar para refrescar os sentidos com uma cerveja local. O rapaz que nos estava a atender, de uma doçura imensurável, apresentou-nos ao resto do staff e, assim, depressa fizemos amigos. Mais do que tacos ou quesadillas, no Carmelita foram-nos servidos abraços-casa e boa música. Ao som de Xavier Rudd, falámos sobre tudo e sobre nada e marcámos encontro para o dia seguinte, na praia, de prancha na mão. De volta ao La Redonda, confirmámos a aula de surf para a manhã ainda por vir e fizemo-nos aos lençóis com o espírito pleno de algo a que me atrevo a chamar de paz.

 

É difícil explicar o que se seguiu a esse primeiro dia em Sayulita. Sei que, no final, me foi oferecido um trabalho no restaurante e o coração quase me saltou do peito em jeito de aceitar. Sayulita foi o primeiro – e até hoje, único – lugar em que consegui parar de pensar e libertar corpo e Alma para que pudessem absorver tudo à minha volta. Ali, naquela praia de areia branca – até com bastante gente nela -, senti-me próxima da minha essência. Daquilo que sou se retirar todas as camadas que o quotidiano acaba por construir à volta de todos nós. Sol, surf, selva, tacos, sal, cores e pés descalços parecem ser os ingredientes para me fazer feliz.

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